Domingo, Julho 24, 2005
Muita água por debaixo da ponte...
Muita coisa rolou desde o Fringe. Séculos desde de minha última passagem por aqui. Então vamos tentar um resumão.1º Capítulo: Curitiba foi ótimo e péssimo ao mesmo tempo. Ótimo porque praticamente lotamos todas as sessões, e com público de Curitiba mesmo. Dialogamos com pessoas que nunca tinham tido nenhum contato com a pesquisa ou com o grupo, e com eles, a resposta foi ótima.Péssimo porque o Festival não comporta o que se propõe. O fringe é maior que Curitiba. O número de peças maior que a produção. O número de lugares maior que a população interessada. Sem critério de seleção ou direcionamento temático por regiões ou teatros, os grupos digladiam-se por um lugar ao Sol. Bom para nós que apresentamos sempre com público generoso, ruim para o teatro pobre de pesquisa do Brasil. Coisas desse gênero desetimulam quem quer andar pelas próprias pernas ao invés de repetir o já feito.2º Capítulo: Pós Curitiba demos uma pausa enorme. Bom para tomar perspectiva. Resolvemos reescrever a peça do começo ao fim. Desde a Panfletagem até o Final. E esse é o grande barato da pesquisa. Não ter medo de destruir (ou reconstruir) o que criou durante dois anos. Assumir as falhas e tentar aproximar cada vez mais a proposta da realização técnica. 3º Capítulo: Blumenau limpou o nome dos Festivais de Teatro. Com uma proposta clara e bem definida. Com uma organização comandada por professores e praticada por alunos. Mostrou que projeto é algo fundamental para a validação da existência de qualquer segmento artístico. Artista, produtor, festival e crítica cada vez mais se cobram razão de existir. O problema reside quando aquele que cobra não faz. Quer que o artista tenha a clareza de um projeto artístico bem definido, mas na sua área não cumpre os mesmos requisitos. E aí estamos falando tanto dos grupos, como das universidades, e também dos criticos e de Festivais. Nunca é todos e sempre, mas com muita frequência.E agora com espetáculo chegando ao seu formato final iniciamos a temporada na Casa da Dna. Yayá. Vamos iniciar um estudo que deve ser o auge de toda pesquisa. Com o novo site 5psa (www.5psa.com.br) no ar e com pesquisas com atores e públicos investigaremos os porquês das escolhas, dos Filhos e da interação. Para cada vez aprofundar mais.
Segunda-feira, Março 21, 2005
E o Fringe continua...
E o fringe continua... Como deu para perceber não deu tempo para continuar a fazer o diário, todo dia é loucura total e o pouco tempo que resta é destinado a descansar um pouco para continuar.
A primeira aresentação foi um desastre. Para comneçar tinhga uma balada em frente a Casa provisória. Ou seja, fizemos uma versão reggae da peça. A cena em dupla que era feita do lado de fora foi impossível porque com o barulho os atores não conseguiam nem ouvir a argumentação um do outro. O inicio foi uma zona porque a bilheteria estava uma bagunça o que atrapalhou nuiuto a Aline que ainda estava precisabdo se acalmar para retomar o ritmo do personagem.
A convivência se estabeleceu e acalmou depois de um tempo violento de ajustes. Não há saída é preciso deixar passar e ebtrar numa fequencia zen.
O público até agora tem sido bom, lotamos as duas apresentações. Não sei se isso vai continuar o número de ingressos antecipados para as próximas é menor. É preciso intensificar a propaganda?
A critica até agora não tem se mostradomuito interessada em assistir a Casa provisória de uma maneira geral. Sera um tanto feio se o jornalismo cultural ignorar totalmente a nossa presença.
Já os debates (um deles com presença em massa desse mesmo jornalismo cultural) tem sido realmente um ponto alto desse festival. Mesmo que de manhã o grau de interesse em todos os debatedores é total.
Juliana deu mais do que uma aula de interpretação, uma aula de como encarar a profissão. O que quer dizer "uma vsão espiritual do trabalho"?
O Valmir foi uma oportunidade muito bacana de desmistificar a critica de SP. Deu uma aula de ética e paciência na forma de encarar a cruel competitividade do meio teatral. De uma certa forma ele me lembrou o TÒ, pela maneira timida e desinteressada de tratar o próprio trabalho)
E hoje a Cibele nos deu uma calma muito grande (e isso vale para juliana tmb) que ainda falta muito, tem muita ralação para rolar antes das coisas começarem realmente acontecer. Essa pressão hysteria de acertar de primeira não existe. O negócio é permanência e maturidade até encher a paciência.
A primeira aresentação foi um desastre. Para comneçar tinhga uma balada em frente a Casa provisória. Ou seja, fizemos uma versão reggae da peça. A cena em dupla que era feita do lado de fora foi impossível porque com o barulho os atores não conseguiam nem ouvir a argumentação um do outro. O inicio foi uma zona porque a bilheteria estava uma bagunça o que atrapalhou nuiuto a Aline que ainda estava precisabdo se acalmar para retomar o ritmo do personagem.
A convivência se estabeleceu e acalmou depois de um tempo violento de ajustes. Não há saída é preciso deixar passar e ebtrar numa fequencia zen.
O público até agora tem sido bom, lotamos as duas apresentações. Não sei se isso vai continuar o número de ingressos antecipados para as próximas é menor. É preciso intensificar a propaganda?
A critica até agora não tem se mostradomuito interessada em assistir a Casa provisória de uma maneira geral. Sera um tanto feio se o jornalismo cultural ignorar totalmente a nossa presença.
Já os debates (um deles com presença em massa desse mesmo jornalismo cultural) tem sido realmente um ponto alto desse festival. Mesmo que de manhã o grau de interesse em todos os debatedores é total.
Juliana deu mais do que uma aula de interpretação, uma aula de como encarar a profissão. O que quer dizer "uma vsão espiritual do trabalho"?
O Valmir foi uma oportunidade muito bacana de desmistificar a critica de SP. Deu uma aula de ética e paciência na forma de encarar a cruel competitividade do meio teatral. De uma certa forma ele me lembrou o TÒ, pela maneira timida e desinteressada de tratar o próprio trabalho)
E hoje a Cibele nos deu uma calma muito grande (e isso vale para juliana tmb) que ainda falta muito, tem muita ralação para rolar antes das coisas começarem realmente acontecer. Essa pressão hysteria de acertar de primeira não existe. O negócio é permanência e maturidade até encher a paciência.
Quinta-feira, Março 17, 2005
Aquele que Dirige
Pensei que melhor do que ficar divagando em cima das questões filosóficas que podem ou não surgir da peça, seria fazer desse blog realmente um diário sobre a loucura que é esse Fringe.
Chegamos ontem depois de 6 horas de viagem e fomos direto para a Casa Hoffmann para montar a Casa Provisória (Visitem a Casa Provisória)
Para nossa agradável surpresa chegamos por volta das 5 da tarde e montamos toda a luz até as dez. Nunca achei que montaríamos tudo no primeiro dia. Pelo o que as pessoas falam da organização do fringe parecia que tudo ia ficar pronto dois minutos antes do espetáculo. ( não vamos nos precipitar e elogiar mais porque ainda é tempo, muito tempo)
Hoje tivemos o primeiro debate que foi com a Juliana Galdino. Nós, ela (+geraldinho+Emillie Sugai) e uma professora local. Poderia se dizer que foi um fracasso porque não havia "ninguém" pelo contrário, sem querer parecer egoista, foi bem bacana. Ela falando tudo o que pensava sobre interpretação sem papas na lingua e provocando: "Quem de vocês vai estar fazendo teatro daqui a 50 anos." A maioria fica pelo caminho. Falou da falta de grana , quase, inerente ao fazer teatral que até já podia fazer parte do cuuriculo universitário: "Como viver com pouca grana"
Como meu tempo no cyber café está acabando e "não tenho grana" continuo depois com o tema: Dividir um teatro é mais foda do que dividir um casamento. Até.
Chegamos ontem depois de 6 horas de viagem e fomos direto para a Casa Hoffmann para montar a Casa Provisória (Visitem a Casa Provisória)
Para nossa agradável surpresa chegamos por volta das 5 da tarde e montamos toda a luz até as dez. Nunca achei que montaríamos tudo no primeiro dia. Pelo o que as pessoas falam da organização do fringe parecia que tudo ia ficar pronto dois minutos antes do espetáculo. ( não vamos nos precipitar e elogiar mais porque ainda é tempo, muito tempo)
Hoje tivemos o primeiro debate que foi com a Juliana Galdino. Nós, ela (+geraldinho+Emillie Sugai) e uma professora local. Poderia se dizer que foi um fracasso porque não havia "ninguém" pelo contrário, sem querer parecer egoista, foi bem bacana. Ela falando tudo o que pensava sobre interpretação sem papas na lingua e provocando: "Quem de vocês vai estar fazendo teatro daqui a 50 anos." A maioria fica pelo caminho. Falou da falta de grana , quase, inerente ao fazer teatral que até já podia fazer parte do cuuriculo universitário: "Como viver com pouca grana"
Como meu tempo no cyber café está acabando e "não tenho grana" continuo depois com o tema: Dividir um teatro é mais foda do que dividir um casamento. Até.
Quarta-feira, Fevereiro 02, 2005
Calma amigo Ely
Calma amigo Ely. Você continua sendo o amigo Ely para o Sincope Sociedade Anônima. Só que você não pode querer que depois de ter feito o que fez que os personagens continuem te chamando de amigo. Você tentou levar a Mãe embora, o pior pecado que algum pagão poderia cometer contra a familia 5psa. Para eles você será para sempre um herege incorrigível.
Já o grupo ficou muito feliz com toda a intervenção, o que nós chamamos de ato terrorista. E queremos mais que esses atos possam acontecer, é o auge. O público se transformando em terrorista no teatro. Se for dentro das possibilidades da peça, e ocorrer com respeito como vocês fizeram nós só temos que agradecer.
A nossa irritação vem do fato de não termos nos preparados melhor para responder a altura do ato terrorista. Deveríamos ter sido capazes de transformar a intervenção de vocês em cena teatral com toda a poesia que a ação externa merecia e proporcionava.
Ficamos chateados de não ter conseguido aproveitar a possibilidade de tal intervenção num final único e surprendente sem perder o ponto final do espetáculo.
Nós, nessa temporada no TUSP, só temos o que agradecer ao público que nos visitou. Tivemos um número baixíssimo de malas (aqueles que interagem para destruir o espetáculo, ou para aparecer ou para querer ser mais esperto do que a peça). Nosso medo de como o público não especializado iria reagir a nossa proposta interativa esvaiu com essa temporada dada a resposta simpática e interessada de muitos.
E aproveito aqui para agradecer a todo o TUSP por ter nos recebido tão bem. Sempre trabalhando para que o principal aparecesse que é o momento artístico. Sem ficar se preocupando com o próprio umbigo eles nos receberam em sua casa. E não há generosidade maior que essa. Obrigado.
E até a próxima no:
FESTIVAL DE CURITIBA DE 17 A 27 DE MARÇO
Já o grupo ficou muito feliz com toda a intervenção, o que nós chamamos de ato terrorista. E queremos mais que esses atos possam acontecer, é o auge. O público se transformando em terrorista no teatro. Se for dentro das possibilidades da peça, e ocorrer com respeito como vocês fizeram nós só temos que agradecer.
A nossa irritação vem do fato de não termos nos preparados melhor para responder a altura do ato terrorista. Deveríamos ter sido capazes de transformar a intervenção de vocês em cena teatral com toda a poesia que a ação externa merecia e proporcionava.
Ficamos chateados de não ter conseguido aproveitar a possibilidade de tal intervenção num final único e surprendente sem perder o ponto final do espetáculo.
Nós, nessa temporada no TUSP, só temos o que agradecer ao público que nos visitou. Tivemos um número baixíssimo de malas (aqueles que interagem para destruir o espetáculo, ou para aparecer ou para querer ser mais esperto do que a peça). Nosso medo de como o público não especializado iria reagir a nossa proposta interativa esvaiu com essa temporada dada a resposta simpática e interessada de muitos.
E aproveito aqui para agradecer a todo o TUSP por ter nos recebido tão bem. Sempre trabalhando para que o principal aparecesse que é o momento artístico. Sem ficar se preocupando com o próprio umbigo eles nos receberam em sua casa. E não há generosidade maior que essa. Obrigado.
E até a próxima no:
Sábado, Janeiro 29, 2005
Os limites da Interação
A Apresentação de ontem (28.01.05) foi um marco na nossa pesquisa de interação com o espectador. Desde o começo sabíamos que devemos estar preparados para arcar com as consequências daquilo que propomos.
O fato:
O nosso já conhecido público Ely veio assistir e peça pela quarta vez. Ele já conhecia os cantinhos de todos os personagens, já conhecia o final da peça e sempre foi muito simpático e receptivo a idéia toda do espetáculo a ponto de ser alçado ao status de "público-personagem" pelos personagens da peça. Ficou conhecido como "Amigo-Ely".
Descobrimos por meio de espionagem virtual que 'Amigo-Ely' e seus amigos estavam planejando um ato terrorista de extrema crueldade: O Sequestro da Mãe!
Pensávamos estar preparados para interceptação e anulação de tal ato. Mesmo pq essa seria a reação natural dos irmãos, reter a Mãe a todo e qualquer custo. Nunca ninguém conseguiria separar a Mãe de seus filhos.
Por um lado ficamos muito contentes pela participação tão radical de um público que não é particularmente conhecido de ninguém, um público verdadeiro que teve um impulso tão grande de mexer com a peça a ponto de mobilizar amigos e administrar um intervenção radical que poderia ter mudado o final da peça.
Por outro lado ficamos irritados por não saber administrar tal intervenção e ao mesmo tempo garantir que as pessoas que estavam assistindo a peça pela primeira vez entedessem o destino final do espetáculo, aonde reside sua conclusão, fundamental para entender os impulsos essencias daquela familia.
Nunca tivemos a ingenuidade de achar que seria fácil lidar com a intempestividade do público, não foi o caso de subestimar a ousadia do mundo e sim falta de referências concretas na área (tanto nossa como de outros artistas) para nos apoiar.
Esperamos estar mais preparados da próxima vez, para que a intervenção pública não se transforme em bagunça mas que se converta na mais sublime ação artística que é a comunhão entre público e atores.
O fato:
O nosso já conhecido público Ely veio assistir e peça pela quarta vez. Ele já conhecia os cantinhos de todos os personagens, já conhecia o final da peça e sempre foi muito simpático e receptivo a idéia toda do espetáculo a ponto de ser alçado ao status de "público-personagem" pelos personagens da peça. Ficou conhecido como "Amigo-Ely".
Descobrimos por meio de espionagem virtual que 'Amigo-Ely' e seus amigos estavam planejando um ato terrorista de extrema crueldade: O Sequestro da Mãe!
Pensávamos estar preparados para interceptação e anulação de tal ato. Mesmo pq essa seria a reação natural dos irmãos, reter a Mãe a todo e qualquer custo. Nunca ninguém conseguiria separar a Mãe de seus filhos.
Por um lado ficamos muito contentes pela participação tão radical de um público que não é particularmente conhecido de ninguém, um público verdadeiro que teve um impulso tão grande de mexer com a peça a ponto de mobilizar amigos e administrar um intervenção radical que poderia ter mudado o final da peça.
Por outro lado ficamos irritados por não saber administrar tal intervenção e ao mesmo tempo garantir que as pessoas que estavam assistindo a peça pela primeira vez entedessem o destino final do espetáculo, aonde reside sua conclusão, fundamental para entender os impulsos essencias daquela familia.
Nunca tivemos a ingenuidade de achar que seria fácil lidar com a intempestividade do público, não foi o caso de subestimar a ousadia do mundo e sim falta de referências concretas na área (tanto nossa como de outros artistas) para nos apoiar.
Esperamos estar mais preparados da próxima vez, para que a intervenção pública não se transforme em bagunça mas que se converta na mais sublime ação artística que é a comunhão entre público e atores.
Segunda-feira, Janeiro 24, 2005
A ESTRELA VOLTOU A BRILHAR!
Ao invés de falar sobre um assunto específico ou fazer alguma gracinha sobre a nossa relação com a Estrela (Padroeira do Grupo) vou fazer um breve relato sobre o processo do grupo e como chegamos até aqui.
Tudo começa com uma idéia: um espetáculo que seja mais envolvente, que proporcione uma relação honesta e direta entre atores e público, uma dinâmica que impossibilite que o espectador tenha uma visão total da obra e uma estrutura dramatúrgica que seja criada em tempo real. (havendo dúvidas e só perguntar)
Só que tudo isso isso diz "como" deve ser passado e não "o que". É aí que entra a nossa pesquisa em algumas religiões. Cada ator pesquisou uma religião durante seis meses e a partir de algum aspecto que o interessou nela criou o seu personagem. A idéia era questionar a religiosidade não de uma maneira niilista, e sim investigar o que há de saudável e doentio nesse aspecto da condição humana, que é muito significativo para a estruturação social de qualquer organização. Desde um regime fundamentalista islâmico até um regime democrático protestante a maneira que se encara a sua religiosidade pode influenciar na postura em relação ao outro, ao estranho. Por mais que tentamos sair de questões aparentemente tão simples de resolver como o maniqueísmo religioso, político e social, a estupidez humana nos faz voltar a esse tema tão primitivo: a minha afirmação depende da destruição do outro.
E num ambito menos global (numa cadeira de uma igreja em que o grupo todo sentou como experiência para o trabalho) sentimos fequentemente a mesma questão: se Deus é o Pai de todos, porque Ele (segundo aquele "sacerdote" diz) desejaria a aniquilação de seus filhos na igreja do lado. Só porque ela não têm o mesmo nome?
Em uma de suas coluna na Folha de São Paulo Bernardo Carvalho cita a "Liturgia do Medo" (também ligado a uma experiência provocada pela pesquisa teatral) onde fica claro que o modo de produzir a sua espiritualidade pode ser muito significativo na periferia de uma cidade periférica de um país periférico onde milhões de pessoas vivem.
Juntando essa duas pesquisas, de linguagem e de conteúdo o grupo pretende ainda lançar mais uma proposta: que o espectador depois de assisitr ao espetáculo possa interfir realmente na dramaturgia. Lançando tipos de argumentos que ele já ouviu, experimentou ou inventou que religiões usam umas contra as outras, e que só servem para jogar homens uns contra os outros, deixando a questão espiritual fundamental largada lá longe. Mande a sua proposta de texto que nós analisaremos e faremos de tudo para inserir no texto definitivo do espetáculo. É só escrever em algum espaço de cometários dos sete blogs.
Tudo começa com uma idéia: um espetáculo que seja mais envolvente, que proporcione uma relação honesta e direta entre atores e público, uma dinâmica que impossibilite que o espectador tenha uma visão total da obra e uma estrutura dramatúrgica que seja criada em tempo real. (havendo dúvidas e só perguntar)
Só que tudo isso isso diz "como" deve ser passado e não "o que". É aí que entra a nossa pesquisa em algumas religiões. Cada ator pesquisou uma religião durante seis meses e a partir de algum aspecto que o interessou nela criou o seu personagem. A idéia era questionar a religiosidade não de uma maneira niilista, e sim investigar o que há de saudável e doentio nesse aspecto da condição humana, que é muito significativo para a estruturação social de qualquer organização. Desde um regime fundamentalista islâmico até um regime democrático protestante a maneira que se encara a sua religiosidade pode influenciar na postura em relação ao outro, ao estranho. Por mais que tentamos sair de questões aparentemente tão simples de resolver como o maniqueísmo religioso, político e social, a estupidez humana nos faz voltar a esse tema tão primitivo: a minha afirmação depende da destruição do outro.
E num ambito menos global (numa cadeira de uma igreja em que o grupo todo sentou como experiência para o trabalho) sentimos fequentemente a mesma questão: se Deus é o Pai de todos, porque Ele (segundo aquele "sacerdote" diz) desejaria a aniquilação de seus filhos na igreja do lado. Só porque ela não têm o mesmo nome?
Em uma de suas coluna na Folha de São Paulo Bernardo Carvalho cita a "Liturgia do Medo" (também ligado a uma experiência provocada pela pesquisa teatral) onde fica claro que o modo de produzir a sua espiritualidade pode ser muito significativo na periferia de uma cidade periférica de um país periférico onde milhões de pessoas vivem.
Juntando essa duas pesquisas, de linguagem e de conteúdo o grupo pretende ainda lançar mais uma proposta: que o espectador depois de assisitr ao espetáculo possa interfir realmente na dramaturgia. Lançando tipos de argumentos que ele já ouviu, experimentou ou inventou que religiões usam umas contra as outras, e que só servem para jogar homens uns contra os outros, deixando a questão espiritual fundamental largada lá longe. Mande a sua proposta de texto que nós analisaremos e faremos de tudo para inserir no texto definitivo do espetáculo. É só escrever em algum espaço de cometários dos sete blogs.
Domingo, Dezembro 05, 2004
Últimos Dias!
Altos e baixos e no final uma boa média.
Que me perdoem todas as pessoas do mundo que nos visitaram na Sexta-Feira. A Estrela nunca brilohu tão mal. Os irmão revelaram muito esquisito. A Sexta-Feira se fez valer com toda a força no último final de semana. Eu havia dado uma trégua, mas depois dessa sexta feira ela será amaldiçoada para sempre.
E mais uma vez no sábado tudo foi como deveria ser a Estrela nunca brilhou tão bem. Brilhava tanto que até doia os olhos. Brilhou na sua melhor forma. Não é a toa que o Sábado é sagrado. O Sábado deveria ser sagrado para todos. Afinal esse é o dia que a Estrela escolheu para olhar por todos nós.
O Domingo completou uma temporada que foi ao mesmo tempo discreta e muito útil para gente. Testamos com o público e resultado geral foi muito positivo. Percebemos que podemos confiar na Estrela porque ela Olhará por nós. Aguardem Ano que Vem Porque a Estrela Voltará com Tudo. Fazendo Valer a Verdade: As Coisas Sempre Acontecem.
A Estrela Voltará a Brilhar 20 de Janeiro de 2005 em uma nova Casa. NO TUSP.
Que a Estrela Abençoe a Todos.
Até Mais!
Que me perdoem todas as pessoas do mundo que nos visitaram na Sexta-Feira. A Estrela nunca brilohu tão mal. Os irmão revelaram muito esquisito. A Sexta-Feira se fez valer com toda a força no último final de semana. Eu havia dado uma trégua, mas depois dessa sexta feira ela será amaldiçoada para sempre.
E mais uma vez no sábado tudo foi como deveria ser a Estrela nunca brilhou tão bem. Brilhava tanto que até doia os olhos. Brilhou na sua melhor forma. Não é a toa que o Sábado é sagrado. O Sábado deveria ser sagrado para todos. Afinal esse é o dia que a Estrela escolheu para olhar por todos nós.
O Domingo completou uma temporada que foi ao mesmo tempo discreta e muito útil para gente. Testamos com o público e resultado geral foi muito positivo. Percebemos que podemos confiar na Estrela porque ela Olhará por nós. Aguardem Ano que Vem Porque a Estrela Voltará com Tudo. Fazendo Valer a Verdade: As Coisas Sempre Acontecem.
A Estrela Voltará a Brilhar 20 de Janeiro de 2005 em uma nova Casa. NO TUSP.
Que a Estrela Abençoe a Todos.
Até Mais!